12012jun

Você sabia que nem todo psicoterapeuta é psicólogo?

Pois é.

Acabei de descobrir isso. Nem todo PSICOterapeuta é psicólogo.

Como assim?…

Diante do plágio que eu sofri feito por uma enfermeira que diz ser psicoterapeuta, em longa conversa com o Conselho Regional de Psicologia, descobri que qualquer pessoa que faz um curso ou pós em qualquer coisa “psi” pode se auto intitular PSICOTERAPEUTA.

Fiquei chocada.

Nós psicólogos, estudamos 5 anos. No meu caso fiz a PUC-SP, período integral, com inúmeros estágios supervisionados. Durante os primeiros anos de consultório, fiz supervisão com psicólogos mais experientes que me orientaram. Até hoje procuro discutir meus casos (respeitando o código de ética dos psicólogos e por tanto o sigilo) com colegas para sempre aprender e crescer.

Temos uma responsabilidade imensa com a saúde mental do paciente. Isso é muito, muito sério mesmo. Quando eu trabalho com a terapia do sono do bebê por exemplo, eu entro dentro da psique da mãe, do bebê, do pai e de toda a família que está envolvida na questão. Não é algo simples. Não é só um bate papo em psicologuês. Não é só uma “forcinha”. Por trás do meu trabalho existe anos de estudo e prática NA ÁREA DE PSICOLOGIA CLÍNICA.

E o que isso significa?

Significa que se uma mãe apresentar traços psicóticos por exemplo, eu saberei identificar e vou trabalhar com um psiquiatra para cuidar dessa questão antes de aplicar o método. Significa que o olhar do PSICÓLOGO CLÍNICO, preparado e devidamente treinado durante os 5 anos de faculdade é capaz de detectar, cuidar e preparar uma série de outros aspectos conscientes e inconscientes que podem estar presentes na dificuldade de dormir do bebê.

A insônia do bebê (só para citar um exemplo) é apenas o sintoma de uma rede muito complexa por trás da questão.

E por falar em ética, para que meu trabalho de mestrado (que deu origem ao método para ensinar os bebês a dormirem) fosse aprovado, ele teve que passar por um Comitê de Ética, onde foi analisado e moldado para atender as necessidades das mães que me procuram. Não é tão simples como se imagina. O PSICÓLOGO está submetido ao código de ética, um conjunto de regras que condena e PUNE comportamentos indevidos como o plágio, por exemplo.

Se você procura um profissional para fazer psicoterapia que não é PSICÓLOGO, saiba que ele NÃO responde ao comitê de ética e nem conhece o código de ética dos psicólogos que não são meia dúzia de palavras, mas uma cartilha inteira.

Para se formar em Psicologia inclusive temos aulas de ética.

A psicoterapia toca a alma de uma pessoa. Mobiliza conteúdos de uma vida inteira. O profissional precisa estar muito bem preparado, com respaldo teórico e prático para conseguir trabalhar questões complexas que podem envolver várias gerações. Não se aprende isso da noite para o dia. Nem em 6 meses, nem em poucos anos.

Pergunto eu, se eu resolvesse fazer um curso de decoração, poderia sair construindo casas?… E se uma dessas casas caísse na cabeça de alguém?

Trabalhar com a psique humana não é simples, não é fácil, não se aprende rapidamente. Exige muito treino e dedicação.

Fácil é sim copiar os outros. Repetir frases prontas. Mas na hora da crise, na hora do choro, na hora do surto, do desespero, quando os conteúdos emergem, é preciso muita habilidade para lidar com o que aparece. Qualquer erro pode agravar um quadro, pode desencadear uma patologia muito séria e nós não temos como saber se a pessoa que cruza a porta do consultório pode ou não ter algum comprometimento maior. E se tiver, é muito importante saber identificar, lidar e conduzir o caso.

Por isso cuidado ao escolher com quem fazer PSICOterapia. Pergunte antes qual a formação do profissional e verifique se ele realmente está habilitado a lidar com a sua vida psíquica. É a sua saúde mental, sua vida, seu casamento, seu bebê que estão em jogo e não podemos colocar algo tão valioso nas mãos de alguém que não esteja MUITO, mas MUITO bem preparado mesmo.

Beijos da PSICÓLOGA,
Renata
www.terapeuta.psc.br

Imagem captada no google no blog http://ditosdesditos.blogspot.com.br/2009_11_01_archive.html


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