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Ser pai

Pensando na função paterna, percebo que poucas coisas transformaram-se tanto nas últimas décadas como o papel do pai. Até meados da década de 70, ser pai era sinônimo de provedor. O pai era aquele que garantia o sustento da família e atuava como coadjuvante na tarefa de educar os filhos. Chamar o pai, só para assuntos muito graves, aqueles que a mãe não conseguia resolver sozinha.

Com a inserção definitiva da mulher no mercado de trabalho, o pai precisou se aproximar mais da família. Participar das tarefas domésticas, e acompanhar mais de perto o dia a dia e a educação dos filhos. Estamos em um momento de transição ainda e por isso o pai ocupa um lugar que por enquanto não está bem definido, o que torna esse papel muitas vezes difícil de ser entendido e cumprido.

Estou invadindo o espaço da mãe? Sou presente o suficiente? Devo levantar a noite para ajudar com o bebê? Essas e outras tantas perguntas rondam a cabeça de muitos homens que hoje querem estar mais próximos da família e não serem vistos apenas como aqueles que garantem o sustento da casa, mesmo por que, hoje é cada dia mais comum as mulheres serem a principal fonte de renda da família, situação praticamente impensável há 30 anos.

Mas afinal, como um pai pode saber se está adequado em seu papel? Conversando. Não existe mais um modelo pronto, é verdade. Talvez o pai de hoje seja muito diferente do que foram nossos pais. É através do diálogo permanente que podemos descobrir qual o é o lugar de cada pai em cada família, lembrando sempre que aquele que faz o papel de pai é quem estabelece e faz cumprir as regras, que precisam ser claras e bem definidas.

Às vezes o pai faz o papel de mãe e vice-versa. Mas a função paterna, a que chamamos o conjunto de regras e valores que são transmitidos aos filhos, essa deve existir sempre, independentemente de quem exerça essa função, o pai, a mãe ou ambos.

Renata Soifer Kraiser, graduada, pós-graduada e mestre pela PUC-SP, atua na área de Psicologia e Psicoterapia e atende em seu consultório, localizado na zona oeste de São Paulo, pessoas interessadas emTerapia Individual.
Entre em contato e marque uma consulta: (11) 3031-5196 e (11) 3031-2769




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