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Ser mãe

A maternidade é cheia de mistérios, de mitos, de verdades. Mas afinal, como é ser mãe? É verdade que amor de mãe é instintivo?

Ser mãe, apesar de toda aura de magia que envolve o tema, é uma função humana que foi desenvolvida para garantir a sobrevivência da espécie. Parte desta função é instintiva, parte dela é social e parte é pessoal. É por isso que ao contrário do que diz o ditado: “Toda mãe é igual, só muda o penteado”, cada mãe é absolutamente única. Tão única que não consegue ser a mesma nem com seus próprios filhos.

A relação entre uma mãe e um filho é absolutamente singular, mesmo que esse filho seja gêmeo de outra criança com a mesma carga genética que ele. A maneira de amar, de sentir e perceber esse filho também são únicas. É a partir daí que muitas vezes percebo que as mães carregam consigo um sentimento de culpa muito presente. Como se o que elas são nunca fosse o suficiente, sempre poderiam ser mais. Mas por quê?

Apesar de o pai estar cada vez mais presente na educação dos filhos, nossa sociedade ainda cobra das mães o sucesso da educação. É sempre a mãe que é chamada na escola. Na imensa maioria das vezes é a mãe que leva os filhos ao médico. É ela quem falta ao trabalho quando o filho está doente, é ela quem pensa no que as crianças vão comer no jantar ou se o dever de casa foi feito.

Então cada vez que aparece um problema ligado a criança, imediatamente a mãe se sente culpada, ou procura um culpado para não ter que ficar com a culpa para ela. Como se os problemas na educação e desenvolvimento de uma criança não fossem parte normal da formação de um ser humano. Como se a mãe perfeita existisse e não errasse nunca, dando origem a crianças perfeitas que igualmente não erram jamais.

Ser mãe pode ser muito bom, mas pode também ser muito difícil. O amor de um filho pode ser maravilhoso, mas as responsabilidades, as tarefas e as preocupações também estão presentes. Às vezes ser mãe pode ser chato, pode ser ruim, pode ser penoso.

O importante disso tudo, é poder viver todas as possibilidades que vão surgindo, sem julgar, sem esperar que as coisas deveriam ser de um jeito ou de outro. Aceitar os sentimentos, muitas vezes ambíguos, que aparecem no decorrer da vida de uma mãe e abrir o coração para a experiência em sua totalidade que é o que vai nos enriquecer em todos os sentidos.

Renata Soifer Kraiser, graduada, pós-graduada e mestre pela PUC-SP, atua na área de Psicologia e Psicoterapia e atende em seu consultório, localizado na zona oeste de São Paulo, pessoas interessadas emTerapia Individual.
Agende uma consulta através dos telefones: (11) 3031-5196 e (11) 3031-2769




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