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Mães que trabalham

Hoje quero falar de um assunto muito importante. O trabalho das mulheres que são mães.

Na categoria das que trabalham, existem aquelas que trabalham fora de casa e as que trabalham em casa.

As que ficam em casa podem trabalhar para empresas tendo o escritório em suas próprias residências, ou trabalhar cuidando da casa e da educação dos filhos, o que também dá muito trabalho.

Eu acho estranho quando eu pergunto para uma mulher o que ela faz e escuto: “-Nada, eu só cuido da casa e das crianças.” Como assim só?… Manter o funcionamento e a rotina da família envolve uma série de tarefas como ser motorista, governanta, relações públicas, psicóloga e até advogada.

Trabalhar como mãe 24 horas pode ser mais estressante do que se imagina. O convívio permanente exige uma dose extra de paciência. Reservar um tempo só para si pode ser uma boa maneira de “oxigenar” as ideias e voltar mais relaxada para casa.

As mães que tem seu escritório dentro da residência precisam ser muito disciplinadas. Separar o momento de estar com a família e o de trabalhar é tarefa herculana. Como resistir ao chamado dos filhos no meio do trabalho?… Disciplina e organização parecem ser a chave do negócio. O lado positivo é que o tempo que seria perdido no trânsito, por exemplo, pode ser gasto de outra forma, um benefício e tanto para as moradoras das grandes metrópoles.

E tem também aquelas que, como eu, trabalham fora de casa. Neste caso muito provavelmente a mamãe precisará de ajuda, seja de uma funcionária, de um familiar, ou até mesmo de um(a) amigo(a) de confiança. Colocar as crianças na escola ajuda, mas não resolve, pois existe o período de férias e nem sempre a gente consegue estar em casa na hora que as crianças chegam.

Mas o pior inimigo do trabalho de uma mãe é a culpa.

Será que sou uma mãe boa o suficiente? Será que o tempo que passo com meus filhos é de qualidade? Será que eu poderia ter feito mais? Feito melhor?

Eu não acho que a culpa é totalmente ruim. Em parte ela é necessária pois nos leva à reflexão, a auto-análise e ao cuidado para que tudo saia da melhor maneira possível. Mas por outro lado, culpa em excesso prejudica a mãe e as crianças.

Algumas mães sentem que nunca são boas o suficiente e acabam super protegendo seus filhos. Outras compensam sua culpa mimando ou enchendo a criança de presentes e bens materiais.

Não adianta nos sentirmos culpadas por sermos imperfeitas… Mas podemos aceitar que vamos fazer o que é possível, aquilo que damos conta. Talvez o ideal de mãe seja um objetivo inatingível. O importante não é alcançar esse ideal, mas sim viver a maternidade dentro da nossa realidade, dos nossos valores, do nosso tempo.

E assim cada mãe e sua família vai encontrando sua forma de ser e estar no mundo.

Um forte abraço,
Renata


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