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Existe vida após o divórcio?

Se algumas pessoas julgam difícil casar-se, que dirá separar-se?

Atualmente existe um número crescente de divórcios ocorrendo no Brasil. Mas o mais curioso é que apesar do alto índice de separações, as pessoas voltam a casar-se novamente. Daí eu concluo, se casar fosse tão ruim, as pessoas não se casariam novamente.

Está ai a questão. Casar não é ruim. Ruim é separar. Então, por que as pessoas se separam? Claro que ninguém se casa com a intenção de separar-se. Quando duas pessoas resolvem unir-se, isso envolve todo um conjunto de sonhos e expectativas. Muitas vezes os filhos fazem parte desses sonhos. Companheirismo, lealdade, amizade, prazer, cumplicidade, apoio…

O casamento significa muito mais do que simplesmente estar com o outro. Infelizmente existem casos em que a realidade do dia a dia, o desgaste dos anos, a quebra da sinergia que antes unia o casal, dentre inúmeros fatores, fazem com que a melhor opção seja seguir caminhos diferentes. Cada um para um lado. Um dia você acorda, olha para o lado e… -“Estou sozinho(a)!…” Sozinho(a), você levanta da cama e olha a cara amassada no espelho do banheiro: -“E agora?…”

Novos planos, novos rumos, e a certeza de que você pode contar sim, com você mesmo. A sensação de perda que o divórcio traz, aliada com a de fracasso, algumas vezes culpa por achar que não fez tudo o que poderia ter feito, ou culpa por ter feito o que fez… Tantos sentimentos misturados, alívio por um lado, dor por outro e aquele amontoado de emoções fazem uma confusão interna.

Para digerir tudo isso é importante poder falar. Verbalizar o que se sente, pensar, questionar, por para fora. Entender o que se passou, reconstruir uma nova identidade, trabalhar a auto-estima, chorar aquilo que não tem mais jeito e tocar a vida para frente. Com o tempo.

Nesse momento percebemos como o tempo é importante. Na sociedade do imediatismo, queremos tudo para ontem. Elaborar o luto rápido, conhecer outra pessoa rapidinho, esquecer o que passou e viver como se nada tivesse acontecido. Não é bem assim. Uns levam mais, outros menos, tempo, mas é extremamente necessária a pausa que permite elaborar tudo o que ocorreu, tudo o que foi sentido, tudo o que foi e que não foi vivido.

Com o tempo, podemos aceitar nossa nova situação, desde que ela tenha sido devidamente trabalhada. Com o tempo podemos refazer nossos planos, desde que possamos abandonar os antigos projetos. Com o tempo percebemos que a nossa felicidade, e as inúmeras possibilidades que nos levam a ela, está em nós e que depende de nós alcançá-la e apropriar-se dela.

Graduada, Pós-graduada e Mestre pela PUC- SP, a psicóloga e psicoterapeuta Renata Soifer Kraiser trabalha em seu consultório a Terapia de Casal.
Ligue e agende um atendimento: (11) 3031-5196 e (11) 3031-2769.




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