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Da paixão ao amor

Qual a diferença entre a paixão e o amor? É verdade que a paixão acaba?

Estar “apaixonado” e “amar” são duas coisas diferentes. O próprio verbo já diz: você SE apaixona e você ama alguém. Quando uma pessoa SE apaixona por outra, dá início a um processo natural e humano, conhecido na psicologia como projeção. O outro passa a ser alvo da projeção se aspectos que na verdade são nossos, inconscientes. A gente SE apaixona por nós mesmos…

A paixão é necessária para que possa haver a aproximação e o envolvimento. Os “defeitos” próprios de todos os seres humanos, ficam escondidos por um manto de glamour e idealizações que mais tarde serão substituídos pela realidade que se mostrará com o tempo.

Tal como Psique que SE apaixona por Eros, sem conhecê-lo, entramos nos relacionamentos cegos. Mas, mais cedo ou mais tarde, tomamos ciência de quem o outro é. Suas qualidades e defeitos, suas potencialidades e limitações. Isso não é necessariamente algo ruim, muito pelo contrário. É a partir deste momento que se abrem as possibilidades de vivenciar o amor.

O amor tem a ver com aceitação. Eu olho o outro e o aceito como ele é. O que vejo pode agradar-me ou não, mas é o que vai fazer com que eu opte estar com uma determinada pessoa, não por que ela corresponde a todas as minhas expectativas, mas por que eu escolho compartilhar a vida ao lado dela.

Isso não exclui completamente a paixão. O ser humano continua a projetar, sempre. Por isso dizemos que a paixão é um tempero. Um tempero que como qualquer outro, deve ser usado com sabedoria para não estragar a receita.

Renata Soifer Kraiser, graduada, pós-graduada e mestre pela PUC- SP em Psicologia e Psicoterapia, atende em seu consultório, localizado na zona oeste de São Paulo, casais interessados em Terapia de Casal.
Entre em contato e marque uma consulta: (11) 3031-5196 e (11) 3031-2769.




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