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Controlador? Eu?

Dizer que uma pessoa é controladora é quase uma ofensa. Parece que estamos nos referindo a alguém egoísta e manipulador que usa as pessoas para satisfazer seus próprios interesses. Mas será que é só isso?

Muitas vezes uma pessoa pode ser controladora e nem perceber. A atitude de controlar o outro pode aparecer maquiada por um interesse genuíno e sincero de gerar bem estar, evolução, ou aquilo que o controlador enxerga como o melhor caminho a ser seguido pela pessoa a ser controlada. Normalmente percebemos que a pessoa que é controlada sofre por não poder realizar seu próprio caminho, a sua maneira, em seu tempo e de acordo com as suas decisões. Mas o controlador também sofre. Ele sofre por que almeja algo impossível. O outro jamais será exatamente como ele espera. E pior: quanto mais o outro cede para a realização do desejo do controlador, menor é a admiração e o respeito do controlador pelo controlado.

Há também aqueles que gostam de ser controlados como se o peso da responsabilidade por seus atos fosse grande demais para eles. Desta maneira, abre-se mão do controle para passá-lo a alguém que arca com o peso das decisões quando elas são acertadas ou não. Pode ser uma posição cômoda. Conveniente ou não, o fato é que nesse jogo de quem controla e quem é controlado, no final todos perdem.

Perdem por que independentemente da posição que se assuma, ela é unilateral. Seja na relação entre pais e filhos, entre irmãos, entre cônjuges, entre sócios, não importa, se optamos por viver apenas um dos lados, nos privamos da experiência completa que é a que vai gerar crescimento e parceria. Quando encaramos nossos medos, respeitando o direito do outro de tomar suas próprias decisões, sejam elas de acordo com o que acreditamos ou não, ou se criamos coragem para assumir as rédeas de nossa própria vida, saímos do jogo “controlador-controlado” e podemos viver as experiências e escolhas como um todo. Essa possibilidade traz crescimento, autoconhecimento, independência e realização.

Graduada, Pós-graduada e Mestre pela PUC- SP, a psicóloga e psicoterapeuta Renata Soifer Kraiser trabalha a Terapia Individual em sua clínica localizada na zona oeste de São Paulo.
Entre em contato e agende uma consulta: (11) 3031-5196 e (11) 3031-2769.




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